06/03/2006

Enquanto isso, a turma de Crash- No Limite estava completamente abestalhada. “A gente não esperava ganhar, mas não esperava mesmo!”, disse o diretor-roteirista Paul Haggis a uma tropa ululante de jornalistas canadenses, que celebravam nos bastidores a vitória do conterrâneo. “Estou chocado, ainda estou tentando entender o que aconteceu. Eu nunca acreditei naquela boataria que a gente podia virar. Não acreditei por um segundo.”

Mais calmo, Haggis fez uma média com os outros indicados: “Este foi um ano muito importante. Basta olhar para filmes como Boa Noite e Boa Sorte, Brokeback, Munique e Capote. São filmes muito importantes. São filmes que contam histórias muito humanas e muito ousadas, e temos grande orgulho de estar entre eles.”



Paul Haggis aplaude quando Ang Lee é anunciado para o Oscar de melhor diretor:chocado

Foto: Getty Images/L.A.Times.com

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006

O tema do preconceito foi levado adiante, com mais franqueza, pela roteirista e produtora de Brokeback Mountain, Diana Ossana, graças a uma bem mandada bola atirada no centro do campo por um jornalista da Variety, David Cohen. Cohen relatou a Ossana o que muita gente sabia mas não dizia: que havia grandes grupos de pessoas da indústria, praticamente todos homens, que se recusaram sequer a ver Brokeback Mountain, alegando que o filme os ofendia ou incomodava. Diana riu: "Como assim? Isso é idiota! É só um filme! Vá vê-lo!"

Depois, mais séria, acrescentou: "Será que realmente as pessoas acham que este filme vai ameaçar a masculinidade delas? O que será que está na cabeça dessas pessoas? Por que elas se sentem tão ameaçadas pela hipótese de ver sexo gay? Essa é a questão chave, não é? A todo mundo que pensa assim eu digo: confronte seja qual for a noção preconcebida que você tem, porque todos nós temos alguma noção preconcebida de alguma coisa. Ponha isso de lado e vá ver este filme, porque ele, muito provavelmente, vai sacudir e destruir todos os seus preconceitos. E isso é uma coisa muito boa."


Diana Ossana, com seu colega roteirista Larry McMurtry, nos bastidores do Oscar: por que os homens se sentem ameaçados por Brokeback Mountain?



Foto: Oscar.org

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006


Você está surpresa / surpreso com o resultado do Oscar 2006? Imagine Ang Lee.

A produção da festa reteve o diretor de O Segredo de Brokeback Mountain nos bastidores do teatro Kodak, em preparação de uma antecipada vitória total de seu filme. Só depois da supresa de Crash-No Limite é que Lee foi levado à sala de imprensa para comentar sobre seu Oscar como diretor – e, com toda a sua calma e elegância, era difícil ocultar sua decepção.

“Eu faria tudo de novo”, disse Ang Lee. “Tenho tanto orgulho deste filme. Eu estava aqui nos bastidores com meus roteiristas, todos nós acompanhando com prazer um tipo de crescendo que eu conheço muito bem. Mas houve uma supresa este ano.. para mim, francamente... mas meus parabéns aos autores de Crash, creio que eles estão gostando muito.”

Pondo – do seu jeito zen- o dedo na ferida da intolerância que depois seria abordada com mais clareza na mesma sala de imprensa (continue lendo o blog....) Lee rebateu uma pergunta do tipo “vaselina” (uups... desculpe...) sobre o fato de Brokeback ter, afinal, ficado com três estatuetas.

“Estou tentando fazer este filme há oito anos. Nesse tempo todo, tive muito poucas mostras de tolerância ou abertura. Acredito que certos filmes levantam temas à frente do que a sociedade pode tolerar, e, com o tempo, a sociedade chega onde eles estão. Acho que isso aconteceu com este filme. Para mim é um grande prazer saber que, dos cinco indicados, o nosso foi o filme com melhor bilheteria. Isso quer dizer que o público abraçou este filme sem a relutância de outros setores."


Ang Lee bate papo com Jon Stewart na festa da diretoria da Academia, o Governors´Ball: zen, mas decepcionado

Foto: Oscar.org

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006

Sabe? Três de repente foi o número mágico deste Oscar. "King Kong" também ficou com três estatuetas, todas técnicas: efeitos, som, montagem sonora. Mas essas, pelo menos, eu tinha previsto...


King Kong: três, também

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006

Então, no final das contas, a Academia foi salomônica: de seis estatuetas possíveis em categorias que definem uma obra, cada um dos filmes líderes em favoritismo ficou com três. Melhor filme, roteiro original e montagem, Crash-No Limite. Melhor diretor, roteiro adaptado e trilha, O Segredo de Brokeback Mountain. (Assim como - e essa foi uma supresa mesmo - Memórias de uma Gueixa: fotografia, direção de arte, figurino. Mesmo "menores", um feito para um filme que não foi bem recebido a princípio).

É claro que todo tipo de indagação é possível nessa hora, a começar pelas clássicas: então Crash se dirigiu sozinho? O trabalho de Ang Lee em Brokeback, tão magnífico que lhe valeu o Oscar, sumiu na hora de escolher o melhor filme? Mas não é bem assim que a Academia pensa, se é que ela pensa _ ela é um organismo dinâmico, multifacetado, enorme, e toda vez que a gente usa reduções como “pensa” , “acha”, “escolhe” para se referir a ela está alimentando uma ilusão.

A coerência estabelece que Brokeback Mountain é o filme-ícone da safra 2005 como, no passado, títulos tão diferentes quanto Titanic, O Silêncio dos Inocentes ou Platoon foram os definidores de seu tempo.

E a safra 2005, homenageada no Oscar 2006, foi uma boa safra. Com raras exceções, os filmes laureados nesta noite foram feitos fora do esquema dos grandes estúdios, através do laborioso mas produtivo sistema de financiamento aprendido com os independentes: uma grana européia daqui, um tanto da Ásia acolá, alguns investidores privados, adiantamentos por conta de TV e DVD, e, para arrematar o pacote como um belo laço de fita, uma divisão “especializada” de uma grande empresa ou um “independente de luxo” para completar os recursos, lançar e divulgar o filme.

Parece um labirinto, mas garante algo que é virtualmente impossível no esquema linha-de-montagem de um grande lançamento: liberdade criativa, controle do processo e do resultado final, integridade. Dois exemplos: James Schamus, um dos produtores de Brokeback, era um obscuro importador de filmes asiáticos (e professor de roteiro) quando conheceu Ang Lee e se tornou um verdadeiro campeão do seu trabalho. A Lionsgate, produtora e distribuidora de Crash, é uma independente canadense, que pegou o filme de Paul Haggis quando ele era considerado uma batata quente que nenhum major queria tocar.

E por aí vai, nesta forte safra 2005-2006, que lembrou a Hollywood como ela pode ser quando se dá ao luxo de se importar e pensar. Era o tema da noite, presente nos agradecimentos (o de Clooney foi clássico), na homenagem a Robert Altman, na montagem genial de clipes assinada por Chuck Workman, no discurso do presidente Sid Ganis. Até mesmo o cenário – mais eficiente e bonito do que eu esperava – era um toque: lembrem-se de suas raízes, de quando o cinema era tão importante na vida das pessoas que precisava ser visto quase ritualisticamente, em palácios com telas . Sejam cínicos – é da natureza do business – mas, de vez em quando, lembrem-se. E façam algo a respeito.





Ang Lee em cena, Paul Haggis e seus dois Oscars, nos bastidores: Academia salomônica

Fotos: Oscar.org, Reuters.com

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006

Caramba! errei pouco, mas errei bem: no foto-chart, Crash-No Limite ficou com o Oscarzão, o de melhro filme. pela puxada de vestido que rolou na platéia, nem os próprios criadores estavam esperando. Eu, certamente, não estava, e teria ficado bem mais feliz com a vitória de Brokeback aqui. Mas, na hora a H, a Academia achou um jeito de distribuir seus prêmios por quase toda uma safra que _ nisso eu concordo com a produtora de Crash _ vai ficar na história como uma das mais significativas do Oscar.

A quem se arriscou no bolão, parabéns. Uma supresa assim faz toda a diferença.

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006

Isso não se faz! A "orquestra assassina" que Tom Hanks apresentou no início da festa acaba de cortar o discurso de Bobby Moresco, parceiro de Paul Haggis no oscarizado melhor roteiro original, Crash.

A luxuosa platéia _ Sandra Bullock e Terrence Howard à frente _ estava indignada.

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006

Acredite se quiser, mas, nos bastidores, alguém foi perguntar aos vitoriosos produtores/diretores de "A Marcha dos Pinguins" se eles estavam planejando "Brokeback Pinguins". A resposta: "Não quero fazer um discurso sobre reprodução na natureza, mas basta dizer que existem muitos modelos de reprodução na natureza. Muitos, muitos, muitos. Eu não me preocuparia com os Brokeback Pinguins."

Aliás: aqueles pinguins de pelúcia foram presentes do distribuidor japonês do documentário, "para dar sorte". Deu!


Pinguins japoneses voadores na porta do Kodak: deram sorte

Foto: Oscar.org

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06/03/2006

A melhor atriz coadjuvante Rachel Weisz tinha mais palavras de carinho para Fernando Meirelles nos bastidores do Oscar: “Eu vi Cidade de Deus e achei um dos mais extraordinários trabalhos cinematográficos que vi em toda a minha vida. Quando eu soube que Fernando ia dirigir O Jardineiro Fiel eu fui atrás dele. Ele é um diretor incrível e foi uma honra trabalhar come ele”.

Rachel disse também que a parte mais complicada de toda a noite estava sendo acalmar o bebê em sua barriga: "Com toda essa adrenalina, ele está chutando feito um doido."


Rachel Weisz e seu Oscar: adrenalina e chutes

Escrito por Ana Maria Bahiana

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06/03/2006

E o quase-tombo da apresentadora Jennifer Garner, hein? Será que a culpa foi do... vestido?


Jennifer e o vestido fatal, no tapete vermelho, hoje à tarde

Foto:Reuters.com

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06/03/2006

George Clooney nos bastidores do Oscar, elaborando sobre a parte final do seu discurso de agradecimento, quando mencionou a capacidade de Hollywood em absorver e comentar temas importantes: “ Na verdade nós não estamos na vanguarda, porque demora um tempo para fazer um filme. Isso é muito bom, porque nos dá tempo para pensar um pouco sobre o que vivemos. Não é sempre que Hollywood se ocupa em refletir sobre os temas de seu tempo, mas ocasionalmente isso acontece. Fizemos isso nos anos 30, nos 50, nos 70 e estamos fazendo de novo. Esse é nosso papel, não é? Refletir a sociedade, e não líderá-la."


Clooney e seu Oscar: "refletir, não liderar"

Foto: Reuters.com

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05/03/2006

Uma dica: para comentarios, queixas e sugestões para a Rede Globo, o link está aqui

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05/03/2006

E por falar em elegância: extremamente chique da bela e talentosa Rachel Weisz incluir o nome de Fernando Meirelles em seu agradecimento, mencionando a "extrema humanidade" do diretor brasileiro. Caso você não tenha notado, Rachel está grávida de sete meses e o papai é o diretor Darren Aronofsky ("Requiem por um Sonho").


A oscarizada Rachel Weisz chegando ao Kodak, hoje à tarde: elegante em tudo

Foto: Oscars.org

Escrito por Ana Maria Bahiana

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05/03/2006

E as apostas, como vão? Confesso que teria preferido não acertar o longa de animação, com todo o carinho que tenho por Wallace & Gromit, Nick Park e suas gravatinhas borboleta trazidas diretamente da Grã Bretanha. (isso e que é certreza de ganhar, hein?)

Escrito por Ana Maria Bahiana

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05/03/2006

E então, está gostando? Eu estou _ estou achando todo o conceito classudo e divertido, da abertura - aquela saga em busca do apresentador ideal ou melhor, do que diz "sim" ao tremendo abacaxi quezé apresentar os Oscars (porque é impossível não ser pichado...)- ao humor crítico de Jon Stewart, bem "Daily Show". Sem falar no "efeito especial" de seu amigo Ben Stiller.

Gostei também de ver George Clooney, criado na indústria, que levou todo tipo de sapatada para produzir "Boa Noite e Boa Sorte", não cuspir no prato em que comeu e, pelo contrário, lembrar que há, sim, um núcleo de consciência e relevância nos temas que Hollywood e seus muitos afluentes abraçam.

Escrito por Ana Maria Bahiana

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05/03/2006

Quer ver as imagens direto do tapetão? Va para Oscar.com. O audio é meio confuso _ é o do Pre-Show da TV. Mas as imagens são exclusivas... e não tem aquelas outras vozes por cima...


Heath Ledger e Michelle Adams no tapete vermelho,agora: camera exclusiva da Academia

Escrito por Ana Maria Bahiana

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05/03/2006

Um dos grandes dilemas deste Oscar já foi resolvido: George Clooney quebrou a escrita e está estreando um smoking novo. Giorgio Armani, é claro.


Foto: Reuters.com

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05/03/2006


Alguma dúvida de quem é essa galera? É claro que é a turma de "A Marcha dos Pinguins", chegando em grande estilo ao teatro Kodak.


Foto: Reuters.com

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05/03/2006

E teve também aquela pérola do Isaac Mizhari para Matt Dillon: "Esse smoking seu é alugado?" Dillon mandou bem: "É sim, de uma loja especializada em roupas pra mariachis.."


Matt Dillon, no tapete vermelho, agora: mariachi

Foto: Reuters.com

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05/03/2006

Você já está vendo o tapetão? A fofoca do momento é o imimente casamento de Nicole Kidman com seu namorado, o cantor country neozelandês Keith Urban . Nicole não fala coisa algim,a mas está com anel de noivado deeeeeste tamanho. O E! e o US Weekly confirmaram...


Keith Urban, o felizardo: fofoca do tapetão

Escrito por Ana Maria Bahiana

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05/03/2006

E os melhores filmes? “A Guerra dos Vegetais” deve levar o Oscar de melhor longa de animação. Com todo o amor que tenho por Wallace & Gromit, a Aardman , Nick Park e Steve Box, e por mais que eu compreeenda que isso será a coroação de uma longa carreira reconhecida pela Academia, que oscarizou praticamente todos os curtas de W&G, “A Noiva Cadáver” de Tim Burton e Mike Johnson é um trabalho superior em todos os sentidos.

“O Segredo de Brokeback Mountain” vai ficar com melhor filme, fechando uma série de cinco estatuetas ao todo. Aplaudo. É Ang Lee de volta à sua melhor forma, trabalhando na escala interior, intimista, que tanto me fascinou em “Tempestade de Gelo” (vi muito do personagem de Tobey Maguire no de Jake Gyllenhaal .. e não são só os olhos azuis, não...).

Com toda a admiração pelos indicados - uma safra inteligente, com coisas a dizer, na qual só lamento a falta de “Marcas da Violência” - “Brokeback” é um filme soberbo, realizado em todos os sentidos, inclusive e principalmente por sua opção pelos silêncios, pelo que não é dito, pelo exercício daquilo que só o cinema pode fazer- mostrar.

E, como disse ontem, é um filme que já atravessou para a imaginação coletiva, já virou referência, elemento da cultura pop. Essa é a diferença entre um bom filme e um grande filme.


"O Segredo de Brokeback Mountain": cinco Oscars?

Escrito por Ana Maria Bahiana

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05/03/2006

As categorias dramáticas também são propensas a zebras- é bom lembrar que os atores são o departamento mais numeroso da Academia, e eles sabem traficar influência como niguém na hora h da votação final...

Ainda aposto em Rachel Weisz para melhor atriz coadjuvante por “O Jardineiro Fiel”, e ficaria bem feliz com esse resultado. Ouço murmúrios a favor de Michelle Williams em “Brokeback Mountain”, e os deixo aqui registrados. Entre os atores coadjuvantes, a coisa está pescoço a pescoço entre Paul Giamatti e George Clooney. Ponho minhas fichas em Clooney, por muitos motivos, inclusive o fato da Academia estar admirada com seu tour-de-force este ano, e este ser um dos poucos lugares onde ela poderá reconhecê-lo.

Philip Seymour Hoffman leva o Oscar de melhor ator. Tenho grande carinho e admiração pela carreira de David Strathairn e por seu maravilhoso trabalho em “Boa Noite e Boa Sorte”, mas este é o ano de Philip, um camaleão com a vastidão do talento de um jovem De Niro.

Ainda creio que Reese Whiterspoon está na dianteira para levar o Oscar de melhor atriz. Mais uma vez, tenho ouvido boatos de uma virada a favor de Felicity Hufffman, profissional queridíssima no meio. Mas ainda aposto em Reese.


Reese Whiterspoon como June Carter Cash: ainda a favorita para melhor atriz

Escrito por Ana Maria Bahiana

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05/03/2006

Entramos agora nas categorias conceituais. Aposto em “Crash-No Limite” para ganhar, aqui, seus dois Oscars: melhor montagem e melhor roteiro original. Nada contra, da minha parte: mas “O Jardineiro Fiel” e “Syriana” também seriam boas opções nas mesmas categorias (montagem e roteiro original).

É praticamente impossível que alguém tire de “Brokeback Mountain” o Oscar de melhor roteiro adaptado, e o filme de Ang Lee também é o favorito em fotografia (embora, para mim, o preto e branco luxuoso de “Boa Noite e Boa Sorte” seja o que há de mais refinado na safra. Mas eu sou maníaca por p&b...).

O Oscar de melhor direção irá para Ang Lee. Sem contestação.


"Crash-No Limite": dois Oscars possíveis em montagem e roteiro original

Escrito por Ana Maria Bahiana

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