07/02/2006

Você sabia que, quietinha, quietinha, a Academia criou uma categoria de "melhor musical"? Ela se aplica apenas a filmes com um conjunto de cinco ou mais canções inéditas, e não tem obrigação de ser incluída todos os anos (este ano, por exemplo, não tem).

Entende-se a encolha: é uma "idéia" "inspirada" pelos Globos de Ouro que, desde seu primeiro ano, têm um prêmio apenas para comédias ou musicais...

Escrito por Ana Maria Bahiana

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07/02/2006

Você não estranhou o pequeno número de canções indicadas este ano? Sting e Carly Simon também, mas provavelmente porque não estavam na lista. O que aconteceu: talvez cansada de ter de produzir os momentos mais "velha escola" do evento, a Academia, este ano, mudou regras e modo de escolher as canções . Tomando emprestado um ritual das categorias técnicas, a "churrascada" ou "bake-off" (como o procedimento é carinhosamente conhecido) os integrantes do Departamento de Música da Academia se trancafiaram no teatro Samuel Goldwyn durante dois dias e viram, pacientemente, clipes de todos os 42 filmes que haviam submetido canções. Cada clipe tinha 10 minutos de duração, e no meio da maratona havia um intervalo para descanso e palpitagem geral - embora, nas palavras de Arthur Hamilton, presidente do Departamento, o clima fosse mais de festa e menos de boca-de-urna.Em outra novidade, cada acadêmico dava uma nota entre zero e 10, incluindo decimais, a cada canção. Apenas canções que tivessem a média mínima de 8.25 "passavam de ano", ou seja, eram indicadas.O resultado foi o que se viu: apenas três indicadas, uma balada country, um rap falando sobre a dura vida dos cafetões (vai ser engraçado ver isso no Kodak Theater.) e a pensativa "In the Deep", de Mark Isham, (que também compôs a trilha) em parceria com a intérprete Kathleen "Bird" York.

Que é a que eu acho que vai ganhar. Não apenas por ser a mais bela, mas também porque é um dos modos de premiar um filme que a Academia está com vontade de distinguir - "Crash" - além de dois compositores do ofício, batalhadores: Kathleen, além de compositora e cantora, é atriz, e já apareceu em dúzias de episódios de séries de TV.

Bird York: favorita dos colegas

Escrito por Ana Maria Bahiana

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07/02/2006

Clint Eastwood será um dos apresentadores do Oscar. Se Gil Cates, produtor da festa, mantiver a tradição, Clint é candidato a entregar as estatuetas de melhor diretor e melhor filme, onde se deu bem ano passado. Com certeza ele vai aproveitar (ou melhor, o texto em off vai fazer isso por ele) para plugar seu novo projeto, o drama de guerra “The Flags of our Fathers”, a história dos homens que plantaram a bandeira americana em Iwo Jima. Numa deliciosa coincidência, o roterista é Paul Haggis, o mesmo de “Menina de Ouro” e do multi-indicado “Crash”. Será que a Academia está armando um desses momentos-ternura com dois velhos amigos e colaboradores se reencontrando, só que no teatro Kodak, com um Oscar no meio?


Clint terá um tete a tete oscarizante com um velho amigo?
Outros que também disseram “sim” na semana: Queen Latifah e o comediante Will Ferrell.

Escrito por Ana Maria Bahiana

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