Como era de se esperar, já existem dúzias de paródias de “O Segredo de Brokeback Mountain”, o filme, que pelo menos na largada, deve ganhar a maioria dos Oscars deste ano. Minha favorita é esta aqui: “Broke Mac Mountain”, que mostra como o amor pode florescer nos lugares e situações mais triviais...até num escritório....com um computador emperrado....
“Este é o Oscar mais chato que eu já vi! Uma coisa é certa: eu não vou votar para...(coloque o nome de qualquer favorito)”. Segundo Tom O’Neill, o oráculo oficial do Los Angeles Times (que por sua vez é o jornal oficial da indústria) este é o papo mais constante, este ano, entre os eleitores. A bem da verdade, não é a primeira vez: só de Oscars que cobri diretamente, eu me lembro de duas outras ocasiões, em 1996 e em 1998, quando reação era a mesma. Isso acontece toda vez que não há um filmão bem hollywoodiano para premiar, na linha de “Titanic”, “Gladiador”, “Gandhi”, “Amadeus”, “Dança com Lobos”, “Coração Valente”. Em 1996, ganhou “O Paciente Inglês”, numa safra que tinha “Shine-Brilhante”, “Fargo”, “Sling Blade”. 1998 foi o ano de “Central do Brasil” e “A Vida é Bela”, lembra? Acabou dando “Shakespeare Apaixonado” na cabeça, e o ano ficou conhecido, nas internas, como “a vitória da mala da Miramax”.
A indústria detesta quando não pode se dar um grande tapinha nas costas. Entra em crise profunda de identidade: seus próprios profissionais escolhem filmes pequenos, independentes, muitos feitos em outros países, como a melhor coisa produzida naquele ano. O que isso significa para todas as outras coisas que todos eles passam os 365 dias do ano fazendo? Dói mesmo...
O Oscar todo enrolado...
Fonte da foto: defamer.com