26/01/2006

Está repercutindo muito na cidade a morte de Chris Penn, o caçula dos três talentosos irmãos – Sean, o mais famoso, e Michael, um cantor/compositor excepcional. A última informação do Departamento de Polícia de Santa Monica é que a morte foi mesmo natural, possivelmente relacionada com o peso excessivo do ator - aos 40 anos, Chris pesava quase 123 quilos.

Fisicamente, Chris era o oposto de seus irmãos – grandão, pesado, o rosto bochechudo – e explorava bem o tipo numa série de papéis pequenos mas marcantes, em filmes como "Reservoir Dogs", "True Romance" (veja a lista completa aqui). Ironicamente, seus dois últimos trabalhos, "Aftermath" e "King of Sorrow", serão lançados depois de sua morte.



Chris era o caçula dos irmãos Penn


Em temperamento, era mais próximo ao simpático Michael que ao temperamental Sean. Em 1996 eu me vi numa sinuca italiana com Chris quando, ao final do festival de Veneza, o hotel Excelsior, onde estávamos hospedados, tentava nos cobrar coisas que não havíamos usado ou consumido. No caso de Chris, eram as “de nutza”, as nozes salgadinhas que ele tinha deixado intocadas em seu mini-bar. O mais canhestro da situação é que Chris não era apenas convidado do Festival (eu também era, embora em funções bem diferentes) mas tinha ganho o Leão de Melhor Ator por seu trabalho em "The Funeral", de Abel Ferrara! E os caras queriam armar “de nutza” pro lado dele! Seu irmão teria quebrado a recepção do Excelsior, com certeza, mas Chris descascou o abacaxi com bom humor.

Coisas assim explicam porque ele podia não ser famoso, mas era muito querido.


Fonte da foto: IMDb

Escrito por Ana Maria Bahiana

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26/01/2006

Todo Oscar tem pelo menos um tema e algumas preocupações e paranóias. Este ano os temas da responsabilidade individual e política aparecem com grande clareza nos filmes que estão pairando no ar como indicáveis: "Brokeback Mountain", "O Jardineiro Fiel", "Syriana", "Munique", "Transamerica", "Marcas da Violência".


Este é Isaac Mizrahi. Esta é a sua vítima

A paranóia, por enquanto, tem um nome e um rosto: Isaac Mizrahi. Depois do mico histórico do moço no tapetão dos Globos de Ouro – ou gongs, como uma colega achou de chamar as estatuetas, e eu vou adotar..- a Academia (que tem plena jurisdição sobre seu tapete vermelho) já mandou dizer que o ex-designer é persona non grata. Logo depois dos gongs, o veteraníssimo coordenador de comunicações da Academia, John Pavlik, se confessou “extremamente preocupado” e “ansioso” com o comportamento de Mizrahi. O presidente da Academia, o super-marketeiro Sid Ganis, é otimista – “acho que ele vai tomar jeito” – mas, ao mesmo tempo, não deixa de se preocupar: “Isto aqui é para ser uma festa da classe, não queremos que as pessoas fiquem todas nervosas com medo que alguém vá agarrá-los diante das câmeras a caminho do Governors’ Ball.”

Fonte das fotos: lhj.com e defamer.com

Escrito por Ana Maria Bahiana

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